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7 de dez. de 2009

Capítulo 1 - Ano Novo, Vida Nova?

O mês de Março já tinha começado, parece que foram ontem minhas férias na praia pegando um bronze à tarde, e a noite andava até o centro da cidade para azarar umas gatas.
Ainda me lembro das festividades de Natal e Ano Novo, uma coisa bem típica com aquelas mesonas cheia de guloseimas e os parentes chegando cada vez mais, na virada do ano minha mãe com sua clássica sopa de ervilhas, chamando um a um os parentes para lhes entregar as lembrancinhas que ela comprara na 25 de Março. Todo ano é sempre a mesma coisa, a mesma tradição, mas apesar dessa monotonia, é gratificante ver ao seu redor os seus familiares unidos e saudáveis, cantando, dançando, alguns bebem até um pouco além da conta, lembro do meu tio Leandro fazendo um strip-tease e imitando o Sidney Magal, hilário.

Ainda bem que não foi evidenciado mutantes que lêem mentes, senão eu estaria sendo alvo de zombaria dos meus amigos agora mesmo se eles soubessem desse meu lado família.

— Imagina! Eu um cara tão popular, cobiçado pelas mais gatas da escola falando essas “caretices”. —, olhei no espelho e dei uma leve gargalhada enquanto imaginava a cena.

Mais um ano escolar havia chegado, mas dessa vez era diferente, era ano de faculdade, o primeiro de muitos. Estava muito ansioso, já que não sabia o que esperar, e preocupado com a aceitação das pessoas já que eu era um garoto do ABC Paulista, ou como os paulistanos dizem “A Selva”.
A van me pegou às 18: 43, e dentro dela já havia alguns veteranos e começaram então as conversas e brincadeiras.

— Opa, tem mais um bicho que vai pagar minha cerva.
Dei uma gargalhada e já comecei a puxar assunto sobre a faculdade.
— E aí, rola um certo preconceito lá com a galera do ABC? —, interroguei um dos veteranos.
— Xii cara, se prepara, até mesmo nós que somos veteranos ficamos exilados num canto, fazendo nossos sinais de fumaça, e fazendo a coreografia de dança da chuva! —, falou ironicamente ele, o clima na van era amistoso, divertido e agradável, fez com que eu me sentisse muito a vontade, agora só faltava poucos metros até a faculdade.

Chegando lá aos poucos fomos saindo, e logo na entrada os veteranos foram pegando logo os que pediam informações para as pessoas identificadas com um crachá e um colete com o nome da instituição.
Minha sensação era de não acreditar no que estava vendo, era um lugar enorme acho que três vezes o tamanho da minha antiga escola, pátio ao ar livre bem no começo, uma pequena rampa que dava acesso as salas e bem lá na frente tinha um prédio onde provavelmente ficavam os computadores e o centro de pesquisa.

Senti-me no paraíso, não por ver o enorme prédio há quilômetros de mim, ou da tamanha estrutura que havia naquele lugar, muito menos pelos computadores, afinal aquilo é para o bando dos nerds sem vida que têm como namoradas seus jogos eletrônicos. Mas tinha muita gata lá e cada uma com um corpão, algumas usando aqueles shortinhos jeans, outras com calças legging branca.
— Aqui só tem deusa, eu vou ser o próprio Zeus delas! —, gargalhei enquanto pensava nisso.
— Ô bicho, o que é tão engraçado para você ficar rindo sozinho? Conta para a galera? —, esse era um dos veteranos que acabou me pegando desprevenido nos meus pensamentos.
— Opa fera, não é nada demais não, quando começ...
— Cala boca, bicho num tem o direito de falar aqui não! —, interrompeu-me um dos veteranos e logo fui para a fila.

Saímos um a um para os fundos, em direção a rua, câmeras filmavam os momentos para serem postadas no You Tube, nossas caras foram pintadas, porém eu não conseguia ficar quieto e logo que vi uma das veteranas vindo em minha direção, perguntei a ela.
— E aí, é mito ou verdade aquela parada de ter o “protegido”? —, falando num tom bem calmo e sussurrante.
— O bicho aqui acha que porque é galãzinho pode ir xavecando às veteranas —, exclamava ela para o grupo de amigas ao redor, — Pela sua ousadia você vai ser o primeiro a pagar prenda, vai tirando a roupa! —, exclamava ela, e eu logo respondi:
— Cuidado doçura, você vai acabar gostando, — demoradamente fui tirando minha camisa enquanto lançava um olhar 43 para ela.
Ela imediatamente deu um suspiro e arregalou os olhos, não a culpo afinal um garoto bronzeado com um corpo todo tonificado deve ser excitante mesmo para as garotas.

Após ela se recompor, já veio com suas ameaças e começou a me pintar, então depois de todos seguirmos até uma avenida enorme paramos em frente há um salão de cabeleireiros, na verdade os que estavam mais a frente, eu consegui escapar.
— Cortar esse meu cabelo que levo horas para deixar assim, nem morto —, parei depois de alguns metros pensando comigo mesmo.
— Te peguei! Você não vai fugir de mim assim tão fácil! —, era a tal veterana que me pegou desprevenido, de novo com meus pensamentos.
— Droga! Preciso parar com esses pensamentos tolos! —, indaguei bufantemente para mim mesmo.
— Sentiu minha falta amor? —, falei sarcasticamente para ela, enquanto me virava para olhá-la.
— Você se acha o máximo né garoto? Vou te dar uma dica, se continuar desse jeito você não vai durar muito aqui não! — enquanto ela tagarelava sem parar coisas fúteis, olhei para trás e percebi que ela estava sozinha.
Rapidamente agarrei seu braço e levei-a forçadamente até a esquina aproveitando que estávamos bem perto, andei alguns metros e encostei-a na parede.
— Ficou maluco moleque! Eu vou grit... —, a interrompi levando meu dedo indicador até seus pequeninos, porém carnudos lábios. Lábios que imploravam para serem tocados pelos meus.
— Grite a vontade, não vai surtir nenhum efeito, afinal todos estão bem longe, você está sem suas amiguinhas agora!
Percebi que ela começou a ficar hesitante, ouvi sua respiração ficando cada vez mais ofegante, suas mãos começavam a tremer, então disse a ela.
— Calma, não vou fazer mal nenhum a você, mas eu vi o jeito que você me olhou enquanto tirei minha camisa, e sinceramente não tenho muita paciência com joguinhos de sedução. —, falei calmamente para ela enquanto começava a encostar a frente da minha face com a lateral do pescoço dela.
— Eu só queria fazer algo diferente com esse trote, algo que me marque, e eu vi você e na real, você é um tesão! Eu só quero curtir esse momento só nós dois, você não vai se arrepender! —, meus lábios começaram a subir em direção a seu ouvido passando sutilmente pelas suas bochechas.
Percebi que ela estava mais calma e então colocou sua mão na minha nuca e começou a tocar meus lábios, nos beijamos bem lentamente com demasiadas mordidas entre os lábios, e então nossas pernas começaram a se entrelaçar, e cada vez mais seu corpo perfeito, encostava mais com meu tronco nu, peito a peito, olho no olho, mas eu tomando o devido cuidado protegendo meu saco, afinal qualquer deslize, ela poderia me aplicar um “golpe fatal”, mas após alguns minutos ela começou a se entregar e nem reagira mais.

— Olha lá o bicho ficou com a Vanessa! —, exclamava uma de suas amigas enquanto outros veteranos se aglomeravam e falavam em um tom apático.
— Merda! Esse daí foi batizado!
— Ahhh, agora já era não podemos fazer trote com ele!
— Como assim? —, perguntei olhando para Vanessa.
— É que existem certas regras de imunidade ao bicho, e uma delas é se ele conseguir beijar uma veterana.

Depois de explicado fui apresentado um a um ao grupo de veteranos, e enquanto voltava para a faculdade ouvi eles discutindo seus gostos musicais.
— Nossa, cara você vai no show do Gossip?
— Ahh cara não conheço muito não, sou mais Tokyo Hotel.
— Essas bandinhas não estão com nada o negócio é ir no Spirit.
Enquanto eles falavam avistei uma garota sentada no quarto degrau das escadas conversando com suas amigas e percebi que ela estava com seu celular no viva-voz ouvindo uma música bem melódica.
— Isso sim que é música —, falou ironicamente uma das veteranas.
Enquanto todos gargalhavam pela piada que acabara de aconteceu olhei para seu rosto, dei um longo sorriso seguido de uma gargalhada, enquanto seu rosto se encontrava ao meu timidamente.

Após um dia de Rei na faculdade, afinal me tornei uma lenda, logo no meu primeiro dia, cheguei em casa, joguei minha mochila na minha cama, que rapidamente caiu da quina da cama para o chão e então peguei meu IPod e enquanto passava as músicas, meu dedo parou e aparecia iluminada na tela “Christina Milian – Until I Get Over You”. Apertei o “Play” enquanto deitava vagarosamente lembrando dos dia de hoje, e ainda mais no final dele que foi uma coisa que começou a me intrigar, pois era essa a música que aquela caloura estava ouvindo.
Olhei para o teto e falei comigo mesmo:
— Esse ano vai ser interessante, Ano Novo, sim, Vida Nova? Quem sabe?

Um comentário:

  1. opáa,começou bem a história,estou curiosa pra saber como ela fica =D


    Beijos!

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