Já estávamos na última semana de provas, fazendo planos para as férias. Sofia queria viajar para algum país turístico, e eu queria ver mais peças de teatro ao seu lado. Nossas famílias acabaram criando um vínculo, já tinha ficado mais amigo de seu irmão. Marquei com ela para conhecer meus amigos de escola. Então pensamos em fazer um churrasco na casa do Fabio. Desta vez Sofia que veio me buscar, ela tinha tirado carta fazia pouco tempo, e todos os dias eu passava em sua casa para lhe dar mais confiança. Ensinei o caminho a ela dias antes, assim foi mais fácil.
Estava encostado no portão enquanto a aguardava, e logo ela estava chegando em um Honda Civic.
— Pelo jeito seu pai deixou você vir com o carro dele! Você teve que implorar muito?
— Não muito, só usei algumas táticas secretas femininas.
Então fomos até casa de Fabio, ao som de ”Taylor Swift – Love Story”.
— Sabia que essa música tem uma versão masculina? —, a indaguei sobre a música.
— É mesmo?
— Sim, “Gabe Bondoc” se chama o cara, é linda igualmente!
Estávamos quase chegando comentando sobre como achávamos as alianças algo superficial, planejávamos alguns passeios como zoológico, museus, shows que estavam por vir.
Quando percebemos já tínhamos chegado. A casa de Fabio era enorme, por fora era pintada de um verde claro, alta, sobrado com varanda, cabia seguramente 30 pessoas ali.
Por dentro a entrada já era uma grande sala, um espaço para a cozinha além da mesa para jantar, mais a frente havia uma escadaria em forma de espiral que levava até os quartos, o quarto de Fabio era enorme, sua cama parecia que estava embutida na parede, mais ao lado sua mesa encostada na parede com o laptop, e ao lado uma prateleira enorme com vários livros de RPG, e quadrinhos algumas cuidadosamente em um lugar especial como Watchmen.
Alguns passos a mais havia uma porta que dava a seu banheiro, uma banheira redonda de hidromassagem, fiquei me perguntando se ele já lotou aquela banheira de pessoas. Voltando a seu quarto, uma porta de alumínio que dava acesso a varanda.
Usamos churrasqueira elétrica, na varanda tinham tomadas.
— Ah, não acredito! Você está namorando? —, disse surpreso Daniel.
— Um dia eu tinha que crescer né velhinho?
— Apresenta sua namorada para nós! —, disse Cristina enquanto me dava um efusivo abraço.
— Bom gente, essa daqui é a minha namorada Sofia! Por incrível que pareça estou apaixonado! —, ouvia muitas risadas.
Deve ter vindo quase a sala inteira, Sofia olhava para mim com uma cara de preocupada, estava com ciúmes. Já tinha ficado com a maioria das garotas da festa, e algumas vestiam shortinhos e roupas decotadas, realçando ainda mais as curvas.
— Fique tranqüila amor, eu estou com você agora, não vou te abandonar! —, disse a ela sussurrando em seu ouvido.
Nos lembramos dos tempos de escola, as horas passaram tão depressa que já estava anoitecendo, tinha feito um trato com Sofia, ela queria me levar em algum lugar, mas disse que era surpresa.
Despedi-me dos meus amigos e fomos embora.
Então ela parou em um lugar discreto, quando li uma placa indicando “MOTEL”, fiquei surpreso.
— Hoje vou te fazer homem! —, dizia ela enquanto imitava uma gata.
Adentramos no local, após pagarmos fomos até o quarto.
Era algo simples uma cama de casal, um banheiro nada muito chamativo.
Me esqueci de comprar camisinha, pensei que este momento seria algo programado, não queria que ela pensasse que fosse um cafajeste. Por sorte dentro do banheiro tinha um pote com algumas delas.
— Só um momento! Já volto! —, disse ela enquanto eu saía do banheiro, então foi a vez de ela entrar, estava com uma sacola que tinha tirado do carro.
Alguns minutos depois ela sai do banheiro com um sutiã vermelho de cetim, e uma calcinha preta de seda.
— Gostou? Comprei só para essa ocasião. —, ela então deu um giro e então veio até a cama. Segurou minhas mãos e disse.
— Se você não sentir que esse é o momento, a gente faz isso outro dia?
— Não, tudo bem! Acho que estou pronto, aliás, você está maravilhosa como sempre.
A deitei na cama e comecei a beijá-la, desci um pouco mais para seu pescoço ela ajudava levantando seu queixo, tirei seu sutiã gentilmente enquanto continuava descendo até chegar em sua calcinha. Uma de minhas mãos estava acariciando um de seus seios, enquanto beijava o que havia sobrado. Ela se contorcia, parecendo estar gostando.
— Tem certeza que você é virgem? —, entre alguns gemidos ela sussurrava em meu ouvido.
— Sou, mas os filmes pornôs têm certa utilidade! —, disse a ela enquanto tirava sua calcinha.
Ao mesmo tempo em que estimulava seu clitóris com minha língua ela colocava sua mão em minha cabeça. Estava chegando a hora e então começamos o sexo. Foram apenas 4 minutos até eu me “cansar”.
Levantei frustrado, achando que tinha estragado tudo.
— Rafa, não precisa ficar assim, é normal principalmente na primeira vez, vou fazer você ficar com vontade num minuto!
Ela levantou-se e começou a fazer uma dança bem erótica para mim, e então estava pronto para o segundo round!
— Tente ir mais devagar, assim não vai ficar com tanta ansiedade! —, dizia ela enquanto deitava-se de barriga para cima.
Segui os conselhos dela, e desta vez durou bem mais, foi uma experiência incrível.
Ficamos um tempo abraçados na posição de “papai e mamãe” enquanto recuperávamos a nossa força.
Não podia estar mais feliz tinha alguém que não somente me respeitava, mas que me entendia, e alem disso alguém que me ensinava muitas coisas a cada dia que passava com ela. Era perfeito, não conseguiria pensar em ninguém melhor para fazer inclusive sexo a não ser ela, nem mesmo as modelos me atraíam mais, só tinha olhos para minha adorável Sofia.
Ela me deixou em casa e foi embora, as memórias do churrasco estavam encobertas pela memorável noite que tive, ficava me lembrando da musica que tocava baixinho ao fundo “Magic Box – If You (Remix)”.
Minha mãe já tinha ido dormir, mas deixou um bilhete na geladeira dizendo que amanhã iríamos ao medico fazer uma bateria de exames periódicos.
No dia seguinte fiquei a tarde inteira, realizando exames de sangue, respiratórios, até mesmo um ultrassom.
Na faculdade existia um clima de alegria para muito e nem tanto para outros, afinal era o último dia de aula. Fiquei sentado com Sofia, nessa altura nossos amigos já estavam mais próximos, alguns até começaram a namorar.
Neste fim de semana, era o show do Black Eyed Peas e minha namorada adorava. Inevitavelmente ela me convidou, e inevitavelmente acabei aceitando, até porque ela já tinha comprado os ingressos. Nos despedimos e chegando em casa fui dormir.
Sábado já tinha chegado, acordei bem cedo para me encontrar com Sofia e então fomos até o local, a fila estava gigantesca, algo comum quando um grupo estrangeiro vem ao Brasil.
Depois de aproximadamente umas 6 horas, os portões começaram a ser abertos. E lá estávamos nós, não tão perto deles, mas o importante é que tínhamos conseguido entrar. Entre um intervalo e outro, abraçava Sofia e a beijava incansavelmente, era nítido que o amor transbordava entre nós. Em um destes intervalos disse a ela que precisava ir ao banheiro.
O show já estava acabando, Sofia não demonstrava nenhum sinal de cansaço, duas músicas foram cantadas e o show tinha acabado.
Na volta para casa, ela não parava de dizer o quanto adorava as músicas, os integrantes, e suas roupas, enfim coisas de fã.
Deixei ela em casa, e fiz meu caminho para casa. Quando abri a porta vi minha mãe na mesa chorando.
— O que aconteceu? —, estava preocupado, ela dificilmente demonstrava tristeza muito menos chorava.
— Não sei outra forma de te dizer isso, filho! Mas você tem câncer, e só vai sobreviver por mais alguns meses no máximo! —, seus olhos estavam vermelhos de lagrimas. Quanto a mim, estava estático, paralisado, nada passava por minha cabeça.
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Há 8 anos
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